Colcha de Retalhos e/ou Rapsódia
Oi! Você está procurando o "Arlequinal", né? Bom, agora ele só vai existir como uma caixinha. A caixinha onde guardo as coisas que me fazem pensar no que oprime ou liberta meu coração. Vai funcionar exatamente como descrito no título: "Colcha de Retalhos e/ou Rapsódia". Desde 2003, foi a minha casa querida que a pouco e pouco construí. Não só, é verdade. Nunca esqueço os co-autores que me ajudaram a ficcionar o blog e a vida. Não lamentem os posts apagados. Já era hora de fazer uma outra caixinha, outra casinha, um ninho! No momento, estou mafagafinhando com o amigo Murillo Marques no ...postelunar... . Sua visita será muito bem vinda, aguardamos! Beijo. Marcela P. (Arlequinal)
 


Pois é...


Pois é

(Chico Buarque)

Pois é!
Fica o dito e o redito
Por não dito
E é difícil dizer
Que ainda é bonito
Cantar o que me restou de ti

Taí!
Nosso mais-que-perfeito
Está desfeito
E o que me parecia
Tão direito
Caiu desse jeito
Sem perdão...

Então!
Disfarçar minha dor

Eu não consigo dizer
Que nós somos bons amigos
É muita mentira para mim...

Enfim!
Hoje na solidão
Ainda custo
A entender como o amor
Foi tão injusto
Prá quem só lhe foi
Dedicação
Pois é!

Taí!
Nosso mais-que-perfeito
Está desfeito
O que me parecia
Tão direito
Caiu desse jeito
Sem perdão...

Então!
Disfarçar minha dor
Eu não consigo dizer:
Somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim...

Enfim!
Hoje na solidão
Ainda custo
A entender como o amor
Foi tão injusto
Prá quem só lhe foi
Dedicação
Pois é! Então!




 Escrito por arlequinal às 01:39:59
[] []




"Fugira dela, tentando aniquilar a sua lembrança, não só com a distância, mas também com um encarniçamento confuso que os companheiros de armas qualificavam de temeridade; quanto mais, porém, pisoteava a sua imagem na estrumeira da guerra, mais a guerra se parecia com Amaranta."

"Amaranta estava perdida demais no labirinto das suas lembranças para entender aquelas sutilezas apologéticas. Tinha chegado à velhice com todas as suas lembranças vivas. (...) Às vezes lhe doía ter deixado com a sua passagem aquele riacho de miséria e às vezes sentia tanta raiva que espetava os dedos nas agulhas, porém mais lhe doía e com mais raiva ficava e mais lhe amargava o fragrante e bichado goiabal do amor que ia arrastando até a morte."

(Cem anos de solidão, Gabriel García Marquez)



 Escrito por arlequinal às 05:14:07
[] []




C'est vrai? C'est vrai, mon amour?

Penses-tu à moi?

 



 Escrito por arlequinal às 02:20:53
[] []






Vinte E Nove

(Renato Russo)

Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais
passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de saturno
Decidi começar a viver
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar e a pedir perdão
E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez



 Escrito por arlequinal às 13:39:59
[] []




O Teatro Mágico - "Perto de Você"

Quando começar o frio, dentro de nós
tudo em volta parece tão quieto
tudo em volta não parece perto
toda volta parece o mais certo
certo é estar perto sem estar
perto de você, sou tão perto de você, sou tão perto de você

Quando o tempo não passar, dentro de nós
cada hora é como uma semana
cada novo alô é mais bacana
cada carta que eu nunca recebo
é sempre um motivo pra lembrar
sou tão perto de você

vida amarga, como é doce a dor

da palavra dita de tão longe, d

ta de tão longe, dita de tão longe...

Quando alguém se machuca, dentro de nós
toda culpa parece resposta
nossa busca não parece nossa
nosso dia já não tem mais festa
não tem pressa nem onde chegar
sou tão perto de você

Quando a paz se anunciar, dentro de nós
é porque aquilo que nos cega, mostra um outro lado da moeda
que não apaga as coisas do meu peito
o preço é me fazer acreditar
sou tão perto de você

Vida amarga, como é doce a dor

da palavra dita de tão longe,

dita de tão longe, dita de tão longe

quando a música acabar, dentro de nós...
...

 



 Escrito por arlequinal às 04:06:29
[] []




Grupo Folclórico Lira dos Autos



Saudades de cantar e encantar com vossas graças: em toda rua, em todo canto, em toda praça...

Saudações a Genivaldo de José!

 Escrito por arlequinal às 04:41:01
[] []






"Quem é homem de bem
Não trai!
O amor que lhe quer
Seu bem!
Quem diz muito que vai
Não vai!
Assim como não vai
Não vem!...

Quem de dentro de si
Não sai!
Vai morrer sem amar
Ninguém!
O dinheiro de quem
Não dá
É o trabalho de quem
Não tem!
Capoeira que é bom
Não cai!
E se um dia ele cai
Cai bem!...

Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará...

Se não tivesse o amor
Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar
E se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar
Melhor era tudo se acabar

Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mais, mais do que eu

Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará...

ê, ô...
ê, ô...
ê, ô...

O homem que diz "dou"
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz "vou"
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz "sou"
Não é!
Porque quem é mesmo "é"
Não sou!
O homem que diz "tou"
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha
Traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor...

Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!...

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...

Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha
Não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer...

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!...

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!..."

("Berimbau" e "Canto de Ossanha", Vinicius de Morais)



 Escrito por arlequinal às 12:18:28
[] []




Agora, eu só penso em turbilhão



Relicário

(Nando Reis)

É uma índia com colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o A de que cor?

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não estou

O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor

Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite

Porque está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Porque está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for

Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura: o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou

O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor, ôôôô...
O que você está dizendo?
Um relicário imenso deste amor

O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?
...está fazendo assim?




A Montanha Magica

(Renato Russo)

Sou meu próprio líder: ando em círculos
Me equilíbro entre dias e noites
Minha vida toda espera algo de mim
Meio-sorriso, meia-lua, toda tarde.
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal.
Ficou logo o que tinha ido embora
Estou só um pouco cansado
Não sei se isso termina logo
Meu joelho dói
E não há nada a fazer agora.
Pra que servem os anjos?
A felicidade mora aqui comigo
Até segunda ordem
Um outro agora vive minha vida
Sei o que ele sonha, pensa e sente
Não é coincidência minha indiferença
Sou uma cópia do que faço
O que temos é o que nos resta
E estamos querendo demais
.
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal.
Existe um descontrole, que corrompe e cresce
Pode até ser, mas estou pronto p'rá mais uma
O que é que desvirtua e ensina?
O que fizemos de nossas próprias vidas?
O mecanismo da amizade,
A matemática dos amantes -
Agora só artesanato:
O resto são escombros.
Mas é claro que não vamos lhe fazer mal
Nem é por isso que estamos aqui
Cada criança com seu próprio canivete
Cada líder com seu proprio .38
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
Chegou - vou mudar a minha vida.
Deixo o copo encher até a borda
Que eu quero um dia de sol n'um copo d'água.



 Escrito por arlequinal às 02:24:16
[] []




Beijar na testa – apagar o cuidado.
Beijo na testa.

Beijar nos olhos – tirar a insônia.
Beijo nos olhos.

Beijar nos lábios – matar a sede.
Beijo nos lábios.

Beijar na testa – apagar a lembrança.
Beijo na testa.

(Marina Tsvetáieva - Trad. Aurora Fornoni Bernardini)



Beijo na testa – deleta aflição
imprime afeição
Beijo na testa

Beijo nos olhos – deleta pesadelo
imprime desvelo
Beijo nos olhos

Beijo na boca – deleta sede e fome
imprime seu nome
Beijo na boca

Beijo na testa – deleta memória
e fim da história
Beijo na testa.

(Marina Tsvetáieva - Trad. Décio Pignatari)


 Escrito por arlequinal às 00:50:49
[] []




=ó)

"Eu vou te contar que você não me conhece. Eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve! A sedução me escraviza a você. Ao fim de tudo, você permanece comigo, mas preso ao que eu criei e não a mim. E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa. Você não tem um nome, eu tenho. Você é um rosto na multidão, eu sou o centro das atenções. Mas a mentira da aparência do que eu sou é a mentira da aparência do que você é, porque eu não sou o meu nome e você não é ninguém. O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca a chegar ao limite possível da aproximação. Através da aceitação da distância e do reconhecimento dela. Entre eu e você existe a notícia que nos separa.Eu quero que você me veja nua, eu me dispo da notícia. E a minha nudez parada, te denuncia, e te espelha. Eu me delato, tu me relatas. Eu nos acuso e confesso por nós. Assim, me livro das palavras, com as quais você me veste."

Um Jeito Estúpido de Amar

Eu sei que eu tenho um jeito
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem
Magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar
E de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
E eu faço e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais.
Palavras são palavras
E a gente nem percebe
O que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar.



 Escrito por arlequinal às 16:11:43
[] []




=ó(

Ausência
 (Vinicius de Morais)


Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.



 Escrito por arlequinal às 13:43:33
[] []




ai ai

"E esse teu rosto sorrindo
Espelho do meu no vulcao da alegria"



 Escrito por arlequinal às 13:38:26
[] []




A atual musica da minha vida...






Já não me importa que seja "ilusão"!

É minha e me faz feliz.

Vou tentar vivê-la enquanto puder...



 Escrito por arlequinal às 05:10:43
[] []




Travessia

 

"Forte eu sou, mas não tem jeito
hoje eu tenho que chorar..."

Porque tem dias que pega mais forte...



 Escrito por arlequinal às 06:53:50
[] []




Mariposa traicionera

Uma pessoa muito especial deixou no meu scrapbook do Orkut, junto a tradução.

Não sei se devo agradecer, mas guardarei com carinho.



 Escrito por arlequinal às 11:32:55
[] []




No seu lugar - Kid Abelha

"Sem você, eu perco tempo..."



 Escrito por arlequinal às 12:54:07
[] []




Esse sorriso lindo que fulmina
Essa tez tão alva, esses movimentos sérios
Contidos todos numa presença de menina
Guardam em si todos os mistérios
Da doce e lúbrica magia feminina.
O sorrir desprezando hemisférios
Formando lancinantes unhas felinas
Surtindo
volúpia e desidérios
Destruindo destinos, criando sinas.
Desfazendo harmonias
Desatando desejos
Abandonando o homem em agonia
Mil facas num só lampejo
De batons, pernas e covardia
Pois logo que o vê preso
Esconde-se a luz que ardia
Em ares de apatia e desprezo.
Em teus gestos de viúva negra
Convidando à celebrar-te a maciez de nuvem
De delicada hieródula grega
Mesmo consciente da ilusão e estiagem
Da ironia que teu olhar agrega
Sirvo-me da tua presença, e absorto
Observo que meu desejo transmuda-se em corpo
De ilusões e de realidades
De línguas efêmeras e eternas
Repleta de deliciosas sensações
Que, na dança das
estações
Busca no inverno teu mais lúbrico mel
Teus lábios entreabertos com ares de fel
E de fulminante prazer...
O que haverei de fazer?
Teu sorriso é ilusão
Meu desejo, perdição.



 Escrito por arlequinal às 12:48:57
[] []




Depois te ter você (Adriana Calcanhoto)



Depois de ter você,
pra quê querer saber que horas são?
Se é noite ou faz calor,
se estamos no verão,
se o sol virá ou não,
ou pra quê é que serve uma canção como essa?

Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas,
pra quê amendoeiras pelas ruas?
Para quê servem as ruas?
Depois de ter você...

Depois de ter você...



 Escrito por arlequinal às 01:46:39
[] []




El Triste (Julieta Venegas)



*Cover para el album Tributo A Jose Jose

Que triste fue decirnos adiós
cuando nos adorábamos más
hasta la golondrina emigró
presagiando el final


Que triste luce todo sin ti
los mares de las playas se van
se tiñen los colores de gris
hoy todo es soledad


No se si vuelva a verte después
no se que de mi vida será
sin el lucero azul de tú ser
que no me alumbra ya


Hoy quiero saborear mi dolor
no pido compasión ni piedad
la historia de este amor se escribió
para la eternidad


Que triste todos dicen que soy
que siempre estoy hablando de ti
no saben que pensando en tú amor, en tú amor
he podido ayudarme a vivir
he podido ayudarme a vivir


Hoy quiero saborear mi dolor
no pido compasión ni piedad
la historia de este amor se escribió
para la eternidad


Que triste todos dicen que soy
que siempre estoy hablando de ti
no saben que pensando en tu amor, en tu amor
he podido ayudarme a vivir
he podido ayudarme a vivir
he podido ayudarme a vivir
he podido ayudarme a viviiiiiir


oooooh ah ah ah ah ah ah



 Escrito por arlequinal às 16:11:15
[] []




À Deriva No Rio Da Existência (Roberto Piva)

abandonar tudo. conhecer praias. amores novos.
poesia em cascatas floridas com aranhas
azuladas nas samambaias.
todo trabalhador é escravo. toda autoridade
é cômica. fazer da anarquia um
método & modo de vida. estradas.
bocas perfumadas. cervejas tomadas
nos acampamentos. Sonhar Alto.


 Escrito por arlequinal às 02:14:54
[] []




CONVERSA DE BOTAS BATIDAS (Marcelo Camelo)



- Veja você onde é que o barco foi desaguar
- a gente só queria o amor...
- Deus às vezes parece se esquecer
- ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
que a gente vai passar

- Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder...
- E se amar, se amar até o fim
- sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar

Abre a janela agora, deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
e agora esta de bem

Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar

Diz quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além. Vão dizer
que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela
vai cair



 Escrito por arlequinal às 11:34:40
[] []






Não fui, na infância, como os outros
e nunca vi como outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar de fonte igual à deles;
e era outra a origem da tristeza,
e era outro o canto, que acordava
o coração para a alegria.
Tudo o que amei, amei sozinho.
Assim, na minha infância, na alba
da tormentosa vida, ergueu-se,
no bem, no mal, de cada abismo,
a encadear-me, o meu mistério.
Veio dos rios, veio da fonte,
da rubra escarpa da montanha,
do sol, que todo me envolvia
em outonais clarões dourados;
e dos relâmpagos vermelhos
que o céu inteiro incendiavam;
e do trovão, da tempestade,
daquela nuvem que se alterava,
só, no amplo azul do céu puríssimo,
como um demônio, ante meus olhos.

(Edgar Alan Poe)


 Escrito por arlequinal às 16:58:31
[] []




Dez Chamamentos ao amigo (Hilda Hilst)

I


Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.


II

Ama-me.
É tempo ainda. Interroga-me.
E eu te direi que o nosso tempo é agora.
Esplêndida avidez, vasta ventura
Porque é mais vasto o sonho que elabora

Há tanto tempo sua própria tessitura.

Ama-me. Embora eu te pareça
Demasiado intensa. E de aspereza.
E transitória se tu me repensas.

III

Se refazer o tempo, a mim, me fosse dado
Faria do meu rosto de parábola
Rede de mel, ofício de magia

E naquela encantadora livraria
One os raros amigos me sorriam
Onde a meus olhos eras torre e trigo

Meu todo corajoso de Poesia
Te tomava. Aventurança, amigo,
Tão extremada e larga

E amavio contente o amor teria sido.

IV

Minha medida? Amor.
E tua boca na minha
Imerecida.

Minha vergonha? O verso
Ardente. E o meu rosto
Reverso de quem sonha.

Meu chamamento? Sagitário
Ao meu lado
Enlaçado ao Touro.

Minha riqueza? Procura
Obstinada, tua presença
Em tudo: julho, agosto
Zodíaco antevisto, página

Ilustrada de revista
Editorial, jornal
Teia cindida.

Em cada canto da Casa
Evidência veemente
Do teu rosto.

V

Nós dois passamos. E os amigos
E toda a minha seiva, meu suplício
De jamais te ver, teu desamor também
Há de passar. Sou apenas poeta

E tu, lúcido, fazedor da palavra,
Inconsentido, nítido

Nós dois passamos porque assim é sempre.
E singular e raro este tempo inventivo
Circundando a palavra. Trevo escuro

Desmemoriado, coincidido e ardente
No meu tempo de vida tão maduro.

VI

Sorrio quando penso
Em que lugar da sala
Guardarás o meu verso.
Distanciado
Dos teus livros políticos?
Na primeira gaveta
Mas próxima à janela?
Tu sorris quando lês
Ou te cansa de ver
Tamanha perdição
Amorável centelha
No meu rosto maduro?
E te pareço bela
Ou apenas te pareço
Mais poeta talvez
E menos séria?
O que pensa o homem
Do poeta? Que não há verdade
na minha embriaguez
E que me preferes
Amiga mais pacífica
E menos aventura?
Que é de todo impossível
Guardar na tua sala
Vestígio passional
Da minha linguagem?
Eu te pareço louca?
Eu te pareço pura?
Eu te pareço moça?

Ou é mesmo verdade
Que nunca me soubeste?

VII

Foi julho sim. E nunca mais esqueço.
o ouro em mim, a palavra
Irisada na minha boca
A urgencia de me dizer em amor
Tatuada de memória e confidência.
Setembro em enorme silêncio
Distancia meu rosto. Te pergunto:
de julho em mim ainda te lembras?

Disseram-me os amigos que Saturno
Se refaz este ano. E é tigre
E é verdugo. E que os amantes

Pensativos, glaciais
Ficarão surdos ao canto comovido.
E em sendo assim, amor,
De que me adianta a mim, te dizer mais?

VIII

De luas, desatino e aguaceiro
Todas as noites que não foram tuas.
Amigos e meninos de ternura

Intocado meu rosto-pensamento
Intocado meu corpo e tão mais triste
Sempre à procura do teu corpo exato.

Livra-me de ti. Que eu reconstrua
Meus pequenos amores. A ciência
De me deixar amar
Sem amargura. E que me dêem

A enorme incoerência
De desamar, amando. E te lembrando

- Fazedor de desgosto -
Que eu te esqueça.

IX

Esse poeta em mim sempre morrendo
Se tenta repetir salmodiando:
Como te conhecer, arquiteto do tempo
Como saber de mim, sem te saber?
Algidez do teu gesto, minha cegueira
E o casto incendiado momento
Se ao teu lado me vejo. As tardes
Fiandeiras, as tardes que eu amava,
Matéria de solidão, íntimas, claras
Sofrem a sonolência de umas águas
Como se um barco recusasse sempre
A liquidez. Minhas tardes dilatadas

Sobreexistindo apenas
Porque à noite retomo minha verdade:
Teu contorno, teu rosto, álgido sim

E por isso, quem sabe, tão amado.

X

Não é apenas um vago, modulado sentimento
o que me faz cantar enormemente
A memória de nós. É mais. É como um sopro
De fogo, é fraterno e leal, é ardoroso
É como se a despedida se fizesse o gozo
De saber
Que há no teu todo e no meu, um espaço
Oloroso, onde não vive o adeus.

Não é apenas vaidade de querer
Que aos cinquenta
Tua alma e teu corpo se enterneçam
Da graça, da justeza do poema. É mais.
E por isso perdoa todo esse amor de mim

E me perdoa de ti a indiferença.



 Escrito por arlequinal às 00:14:46
[] []




Chanson Triste



 Escrito por arlequinal às 14:44:35
[] []




Vem, perto do fogo... meu amor...

Perto do Fogo
(Cazuza/Rita Lee)




Perto do fogo
Como faziam os hippies
Perto do fogo
Como na Idade Média
Eu quero queimar minha erva
Eu quero tá perto do fogo

Quando tudo explodir
Mas não vai explodir nada
Vão ficar os homens se olhando
Dizendo: "O momento está chegando"
2000, é ano 2000
E não vai mudar nada
E não vai mudar nada

Perto do fogo
Eu queria tá perto do fogo
No umbigo d'um furacão
E no peito, um gavião

Perto do fogo
Eu quero tá perto do fogo
No umbigo de um furacão
E no peito, um gavião

No coração da cidade
Defendendo a liberdade
Eu quero ser uma flor
Nos teus cabelos de fogo
Quero estar no poder
Eu quero estar perto do fogo



 Escrito por arlequinal às 22:27:59
[] []




The Bridge

"Um gesto como este se prepara no silêncio do coração, da mesma forma que uma grande obra. O próprio homem o ignora. Uma tarde, ele dá um tiro ou um mergulho(...)"


"Matar-se é de certo modo, como no melodrama,confessar. Confessar que se foi ultrapassado pela vida ou que não se tem como compreendê-la. (...) Naturalmente nunca é fácil viver. Continua-se a fazer os gestos que a existência determina por uma série de razões entre as quais a primeira é o hábito. Morrer voluntariamente pressupõe que se reconheceu, ainda que instintivamente, o caráter irrisório desse hábito, a ausência de qualquer razão profunda de viver e a inutilidade do sofrimento."

(Camus, Albert. O Mito de Sísifo. Ensaio sobre o absurdo. Rio de Janeiro. Ed. Guanabara, 1989, p. 24-25)

 Escrito por arlequinal às 00:42:26
[] []




Tesoura do Desejo (Alceu Valença)




Você atravessando aquela rua vestida de negro
E eu te esperando em frente a um certo Bar Leblon
Você se aproximando e eu morrendo de medo
Ali, bem mesmo em frente a um certo Bar Leblon


Quando eu atravessava aquela rua morria de medo
De ver o teu sorriso e começar um velho sonho bom
E o sonho, fatalmente, viraria pesadelo
Ali, bem mesmo em frente a um certo Bar Leblon

Vamos entrar


Não tenho tempo

O que é que houve?


O que é que há?

O que é que houve meu amor,
Você cortou os seus cabelos?


Foi a tesoura do desejo
Desejo mesmo de mudar


Com Alceu Valença e Zizi Possi:


 Escrito por arlequinal às 20:54:30
[] []




Fuga nº 2



 Escrito por arlequinal às 12:51:26
[] []




Diz que fui por aí...



 Escrito por arlequinal às 18:14:00
[] []






 Escrito por arlequinal às 01:44:56
[] []




O meu tempo é quando...



 Escrito por arlequinal às 10:41:14
[] []




Love of My Life...



Love of my life, you've hurt me
You've broken my heart and now you leave me
Love of my life, can't you see?
Bring it back, bring it back, don't take it away from me
because you don't know what it means to me...

Love of my life don't leave me
You've stolen my heart and now desert me
Love of my life, can't you see?
Bring it back, bring it back, don't take it away from me
because you don't know what it means to me...

You'll remember when this is blown over,
and everything's all by the way
When I grow older, I will be there at your side to remind you
how I still love you, I still love you...

Back, hurry back, please bring it back home to me because
you don't know what it means to me

Love of my life,
love of my life...
Uhhh... Yeah....



 Escrito por arlequinal às 20:30:54
[] []








 Escrito por arlequinal às 08:58:36
[] []




DUETO (Chico Buarque)

Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz
Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis
Consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca

 Escrito por arlequinal às 02:37:35
[] []




"Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada."

(Caio Fernando Abreu)

 Escrito por arlequinal às 04:26:43
[] []




Reforçando...

Nada Original (Pato Fu)


Eu sei o que ele vai dizer
Já posso até prever qual vai ser o final

Você é como um filme ruim
Que eu já sei o fim e é nada original

Por que você não pára de ser
Aquele de quem tudo já sei?

E o mundo inteiro vai comemorar
O dia em que essa paz se acabar

Ou me mato, ou me mudo
Sem te avisar

Ou te bato, ou eu fujo,
Ou escapo desse mundo pra outro lugar

Eu sei o que ele vai escolher
É fácil perceber aonde quer chegar

E aquele seu velho clichê
Não vai me convencer que algo vá mudar

Por que você insiste em viver?
Desista de ser sempre você

E o mundo inteiro vai comemorar
O dia em que essa paz se acabar

Ou me mato, ou me mudo
Sem te avisar

Ou te bato, ou eu fujo,
Ou escapo desse mundo

Ou me mato, ou me mudo
Sem te avisar

Ou te bato, ou eu fujo,
Ou escapo desse mundo pra outro lugar

 Escrito por arlequinal às 13:04:28
[] []




Lembra de mim...



 Escrito por arlequinal às 04:48:24
[] []




"I'm following my fish..." (Delirium, dos Sem-Fim)



 Escrito por arlequinal às 20:34:47
[] []




CLICHÊ

 

Disseram:

– Preencheram silêncios com silêncios,

cobriram distâncias com distâncias, cada um na sua...

 

É o que restou

da grande estória:

mãos vazias,

ligações perdidas,

a memória traída e

o espírito embriagado –

entre umas e outras, as canções

(um Ivan Lins a ecoar baixo,

sob o solo desafinado de sax).

 

"Acabou-se. Está morto, está morto..."

 

KG

 

(do blog canetas engatilhadas)



 Escrito por arlequinal às 01:45:44
[] []




"Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar"


(O Teatro Mágico)



 Escrito por arlequinal às 11:34:41
[] []






 Escrito por arlequinal às 11:55:15
[] []




QUERO
(Carlos Drummond de Andrade)

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.

No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.

Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.

Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

 Escrito por arlequinal às 03:00:09
[] []






 Escrito por arlequinal às 04:34:40
[] []




Ni tú ni yo estamos
en disposición
de encontrarnos.
Tú... por lo que ya sabes.
¡Yo la he querido tanto!
Sigue esa veredita.
En las manos
tengo los agujeros
de los clavos.
¿No ves cómo me estoy
desangrando?
No mires nunca atrás,
vete despacio
y reza como yo
a San Cayetano,
que ni tú ni yo estamos
en disposición
de encontrarnos.

(Federico Garcia Lorca)

 Escrito por arlequinal às 04:19:57
[] []




Julieta canta a minha história...

Parte 1: Andar comigo


Hay tanto que quiero contarte
hay tanto que quiero saber de ti,
ya podemos empezar poco a poco
cuéntame que te trae por aquí.

No te asustes de decirme la verdad
eso nunca puede estar así tan mal
yo también tengo secretos para darte
y que sepas que no me sirven mas.

Hay tantos caminos por andar...

Dime si tú quisieras andar conmigo oh, oh, oh...
Cuéntame si quisieras andar conmigo oh, oh, oh...

Estoy ansiosa por soltarlo todo
desde el principio hasta llegar al día de hoy;
una historia tengo aquí para entregarte,
una historia todavía sin final

Podríamos decirnos cualquier cosa
incluso darnos para siempre un siempre no,
pero ahora frente a frente aquí sentados
festejemos que la vida nos cruzó

Dime si tú quisieras andar conmigo oh, oh, oh...
Cuéntame si quisieras andar conmigo oh, oh, oh...

Si quisieras andar conmigo


Parte 2: Límon y Sal



Tengo que confesar que a veces
no me gusta tu forma de ser
luego te me desapareces y no entiendo muy bien por qué
no dices nada romántico cuando llega el atardecer te pones de un humor extraño con cada luna llena al mes.

Pero a a todo lo demás le gana lo bueno que me das sólo tenerte cerca siento que vuelvo a empezar.

CORO:
Yo te quiero con limón y sal, yo te quiero tal y como estás,
no hace falta cambiarte nada,
yo te quiero si vienes o si vas,
si subes y bajas y
no estás seguro de lo que sientes.

Tengo que confesarte ahora
nunca creí en la felicidad
a veces algo se le parece, pero
es pura casualidad.

Luego me vengo a encontrar con tus ojos y me dan algo más
solo tenerte cerca siento
que vuelvo a empezar.

CORO

Solo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar....


Parte 3: Me voy


Porque no supiste entender a mi corazón
lo que había en el,
porque no tuviste el valor
de ver quién soy.

Porque no escuchas lo que
está tan cerca de ti,
sólo el ruido de afuera
y yo, que estoy a un lado
desaparezco para ti

No voy a llorar y decir,
que no merezco esto porque,
es probable que lo merezco
pero no lo quiero, por eso...

Me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y
me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti.

Porque sé, que me espera algo mejor
alguien que sepa darme amor,
de ese que endulza la sal
y hace que, salga el sol.

Yo que pensé, nunca me iría de ti,
que es amor del bueno, de toda la vida
pero hoy entendí, que no hay
suficiente para los dos.

No voy a llorar y decir,
que no merezco esto porque,
es probable que lo merezco
pero no lo quiero, por eso...

Me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y
me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti.

Me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y
me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y me voy.

Me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y
me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y me voy.



 Escrito por arlequinal às 02:09:17
[] []




Trem Azul




Eu nem deveria falar nada. Mas você passou por aqui e me fez lembrar da saudade muita que eu sinto.

 Escrito por arlequinal às 19:17:27
[] []




Eu queria um mundo sem fronteiras...



 Escrito por arlequinal às 05:29:31
[] []




quero mais, quero a paz



 Escrito por arlequinal às 19:21:39
[] []




VII (bis)

É uma pena, doce amiga,
Tudo o que pensas em mim.
Eu sei, porque acho uma pena
Também o que penso em ti.

Mesmo quando conversamos,
É uma pena, outras conversas
De olhos e de pensamentos,
Andam na sala, dispersas.

("Poemas da Amiga", Mário de Andrade)



 Escrito por arlequinal às 16:07:05
[] []




Sorrir e Cantar



 Escrito por arlequinal às 22:19:44
[] []




Se eu fosse apenas uma rosa,
com que prazer me desfolhava,
já que a vida é tão dolorosa
e não te sei dizer mais nada!

Se eu fosse apenas água ou vento,
com que prazer me desfaria,
como em teu próprio pensamento
vais desfazendo a minha vida!

Perdoa-me causar-te a mágoa
desta humana, amarga demora!
de ser menos breve do que a água,
mais durável que o vento e a rosa...

Cecília Meireles

 Escrito por arlequinal às 02:42:55
[] []




Música de Bolso



 Escrito por arlequinal às 23:11:45
[] []




 



 Escrito por arlequinal às 00:04:47
[] []




Segredo

A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.
Não ame.

Ouço dizer que há tiroteio
ao alcance do nosso corpo.
É a revolução? o amor?
Não diga nada.

Tudo é possível, só eu impossível.
O mar transborda de peixes.
Há homens que andam no mar
como se andassem na rua.
Não conte.

Suponha que um anjo de fogo
varresse a face da terra
e os homens sacrificados
pedissem perdão.
Não peça.

Carlos Drummond de Andrade



 Escrito por arlequinal às 14:49:51
[] []




Eu vou tentar...

 



 Escrito por arlequinal às 02:25:47
[] []




Aprenderei, um dia, esta lição?

BILHETE

Se tu me amas,
ama-me baixinho.

Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.

Deixa em paz a mim!

Se me queres,
enfim,

.....tem de ser bem devagarinho,
.....amada,

.....que a vida é breve,
.....e o amor
.....mais breve ainda.

Mario Quintana

Será, realmente, breve?



 Escrito por arlequinal às 12:52:39
[] []




Lado B



 Escrito por arlequinal às 22:54:46
[] []




 

Estranho Amor
(Garoto - David Nasser)

Estranho amor
Regressaste eu te aceito
E novamente o silêncio
Entre nós foi desfeito
Vinhas buscar em meus braços
A ternura de outrora
Estranho amor vingativo
Que me consome e devora
Estranho amor
Regressaste eu te aceito
Pois minhas noites são longas
E os meus dias são vazios
Perto de ti sofro muito
Longe de ti sofro mais
Somos iguais
Vivemos do ódio do amor



 Escrito por arlequinal às 23:35:47
[] []




"De que me adianta tanta mobília?"



"Quando é que você vai sacar?"



 Escrito por arlequinal às 23:44:00
[] []




O Mais-Que-Perfeito

(Vinicius de Moraes / Jards Macalé)

Ah, quem me dera
Ir-me contigo agora
A um horizonte firme, comum
Embora amar-te
Ah, quem me dera amar-te
Sem mais ciúmes
De alguém em algum lugar
Que nem presumes

Ah, quem me dera ver-te
Sempre a meu lado
Sem precisar dizer-te
Jamais cuidado
Ah, quem me dera ter-te
Como um lugar
Plantado num chão verde
Para eu morar-te

Ah, quem me dera ter-te
Morar-te até morrer-te



 Escrito por arlequinal às 00:38:23
[] []




Acontecimentos



 Escrito por arlequinal às 14:45:35
[] []




"Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava de vida."

(T.S. Eliot, "O enterro dos mortos", A Terra Desolada)



 Escrito por arlequinal às 00:21:13
[] []




Eros e Psique

Porque de tanto, eu muito e nada era...



 Escrito por arlequinal às 02:11:57
[] []




"O amor é quando a gente mora um no outro. "

Mario Quintana



 Escrito por arlequinal às 01:59:41
[] []




Busque Amor novas artes, novo engenho
Pera matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças?
Que não temo mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal que mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei de onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.

Luís Vaz de Camões



 Escrito por arlequinal às 13:54:53
[] []




Psicórdica

Vamos dormir juntos, meu bem,
sem sérias patologias.
Meu amor é este ar tristonho
que eu faço pra te afligir,
um par de fronhas antigas
onde eu bordei nossos nomes
com pontos cheios de suspiros.

(Adélia Prado)



 Escrito por arlequinal às 22:28:13
[] []








 Escrito por arlequinal às 00:16:12
[] []




A Origem do Amor



 Escrito por arlequinal às 20:02:30
[] []




Tout le Monde - Carla Bruni

Tout le monde est une drôle de personne,
Et tout le monde a l'âme emmêlée,
Tout le monde a de l'enfance qui ronronne,
Au fond d'une poche oubliée,
Tout le monde a des restes de rêves,
Et des coins de vie dévastés,
Tout le monde a cherché quelque chose un jour,
Mais tout le monde ne l'a pas trouvé,
Mais tout le monde ne l'a pas trouvé.

Il faudrait que tout le monde réclame auprès des
autorités,
Une loi contre toute notre solitude,
Que personne ne soit oublié,
Et que personne ne soit oublié

Tout le monde a une seule vie qui passe,
Mais tout le monde ne s'en souvient pas,
J'en vois qui la plient et même qui la cassent,
Et j'en vois qui ne la voient même pas,
Et j'en vois qui ne la voient même pas.

Il faudrait que tout le monde réclame auprès des
autorités,
Une loi contre toute notre indifférence,
Que personne ne soit oublié,
Et que personne ne soit oublié.

Tout le monde est une drôle de personne,
Et tout le monde a une âme emmêlée,
Tout le monde a de l'enfance qui résonne,
Au fond d'une heure oubliée,
Au fond d'une heure oubliée



 Escrito por arlequinal às 18:30:14
[] []




Mama, ooh, I don't want to die,/ I sometimes wish I'd never been born at all...



(...) I'm just a poor boy and nobody loves me.
He's just a poor boy from a poor family,
Spare him his life from this monstrosity.
Easy come, easy go, will you let me go.
Bismillah! No, we will not let you go.
(Let him go!) Bismillah! We will not let you go.
(Let him go!) Bismillah! We will not let you go.
(Let me go.) Will not let you go.
(Let me go.) Will not let you go.
(Let me go.) Ah. No, no, no, no, no, no, no.
(Oh mama mia, mama mia.) Mama mia, let me go.
Beelzebub has a devil put aside for me, for me, for me

So you think you can stone me and spit in my eye
So you think you can love me and leave me to die
Oh baby-cant do this to me baby
Just gotta get out
Just gotta get right outta here

Nothing really matters,
Anyone can see,
Nothing really matters-,nothing really matters to me,

Any way the wind blows...

(Trecho de "Bohemian Rhapsody", Queen)



 Escrito por arlequinal às 14:40:51
[] []




"Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido."

(Trecho de "Tabacaria", Álvaro de Campos)



 Escrito por arlequinal às 20:18:52
[] []




DOBRADA À MODA DO PORTO

Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo,
Serviram-me o amor como dobrada fria.
Disse delicadamente ao missionário da cozinha
Que a preferia quente,
Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria.

Impacientaram-se comigo.
Nunca se pode ter razão, nem num restaurante.
Não comi, não pedi outra coisa, paguei a conta,
E vim passear para toda a rua.

Quem sabe o que isto quer dizer?
Eu não sei, e foi comigo...

(Sei muito bem que na infância de toda a gente houve um jardim
Particular ou público, ou do vizinho.
Sei muito bem que brincarmos era o dono dele.
E que a tristeza é de hoje).

Sei isso muitas vezes,
Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?
Não é prato que se possa comer frio.
Não me queixei, mas estava frio,
Nunca se pode comer frio, mas veio frio.

(Álvaro de Campos)



 Escrito por arlequinal às 11:19:43
[] []


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
 





 Co-relatos - Ceninhas e Cromos Arlequinais
 poste lunar - a arlequinal e o menino trovador
 Anota e Nota - a arlequinal e uma bandoleira
 Twitter da @arlequinal